Encontrei um contracheque de 2011 quando eu trabalhava na prefeitura de Porto Alegre, mais especificamente no DMAE. Eu entrei por concurso público, um fato que muitos sonham para seu futuro onde poderão fazer o que quiser e nunca perderão o emprego.
Não é bem assim. No DMAE passávamos por avaliações trimestrais ao longo de 2 anos e, dependendo da nota, vinha a exoneração. Na turma que entrei , todos foram aprovados. Mas presenciei uns colegas mais antigos serem exonerados por faltarem demais ao serviço, por envolvimento com drogas e alcoolismo e outros encostados por problemas mentais, comprovados ou não.
Entrei no DMAE para ficar 1 ano e acabei ficando 6. Passou muito rápido. O que me levou a solicitar minha exoneração foi que não me agradava trabalhar naquela autarquia por uma série de politicagens que me incomodava e, também, por não ver qualquer tipo de perspectiva de crescimento. Eu não tinha padrinho no serviço público e, todos os anos, gente desqualificada que caía de paraquedas por lá ocupando cargos importantes . Pedi para sair.
E nesta semana, numa limpeza rotineira de gavetas, encontrei um contracheque do DMAE de 2011. Na época, eu fazia a mesma coisa que faço hoje: trabalhava com atendimento ao público com as mesmas exigências de qualificação para tal fim.
E, pasmem, meu salário era maior que o de hoje, sem qualquer tipo de atualização monetária.
EM 2011, PARA FAZER A MESMA COISA, 14 ANOS ATRÁS, SEM QUALQUER TIPO DE CORREÇÃO MONETÁRIA, EU GANHAVA MAIS DO QUE OS DIAS DE HOJE.
Inclusive, também, numa grande empresa que trabalhei na área de transporte.
Monetariamente, eu era muito mais feliz em 2011 e não sabia.