Hoje não tem mais graça !

 Lá pelos anos 60, 70, 80 e até os 90, tu vias alguém andando de carro particular sentado no banco de trás e logo vinha à mente: carro de rico ; motorista particular.

Naquela época era sinônimo de riqueza. Não era para qualquer um. Circular num num 4 portas bem bonito, um motorista particular e o passageiro sentado atrás era coisa de burguês. Chamava a atenção das pessoas. A gente se questionava: quem é o figurão ou a dondoca que está no banco de trás ?

Naquela época, também não tinha película de escurecer os vidros. Logo, dava para identificar, ou tentar saber, a tal pessoas.

E, de vez em quando, a gente fazia essa brincadeira com os amigos. Pegava o carro do pai de alguém, o que ía na frente colocava um terno preto com gravata, às vezes até um quépe de motorista de ônibus interestadual, e um ía no banco de trás, fazendo que lia um jornal e a gente ficava dando volta pela cidade nos bairros dos ricos.

Era pura diversão.

Com a chegada dos carros de aplicativo, qualquer Zé Ninguém anda no banco de trás.

Uma simples brincadeira que perdeu a graça.

Quem sabe tentamos como uma limusine ?


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