Esse ano vai acontecer a edição 30 do Planeta Atlântida, evento esse que acontece anualmente da praia de Atlântida no Rio Grande do Sul.desde 1996.
É um festival de música com diferentes bandas, cantores e cantoras nos mais diferentes estilos durante 2 dias, sempre numa sexta-feira e no sábado entre janeiro e fevereiro. Esse ano é comemorado os 30 anos desse evento o qual atrai muita gente, principalmente a faixa etária mais jovem devido aos contratados que aparecem nos palcos.
Eu fui nas 6 primeiras edições, bem diferentes das mais recentes onde desconheço a maioria dos nomes das atrações divulgadas. Posso ser considerado um alienado às novas tendências musicais. Mas é que acho um lixo o que está sendo produzido musicalmente nos dias de hoje na sua grande maioria.
Mas o assunto é outro. O Planeta Atlântida, na sua primeira edição em 1996, teve uma tragédia que foi completamente abafada pelo grupo RBS, os realizadores dessas 30 edições do evento,
Eu tinha uma franquia americana de sinalização computadorizada e trabalhei nas 3 primeiras edições do Planeta Atlântida no que se refere as placas de orientações ao público. E nessa primeira edição, com um show memorável e espetacular dos Mamonas Assassinas, vindos a falecerem no mês seguinte naquele trágico acidente aéreo em SP, aconteceu uma outra tragédia.
A temática da decoração do primeiro Planeta remetida a um deserto ao melhor estilo Mad Max, filme famoso na época. Eram velhas peças de carros, entulhos, que remetia o público a uma época passada. O palco principal tinha uma decoração onde tuas torres de madeira ficam nas laterais direita e esquerda. Era torres altas e que, no seu topo, tinham, em cada uma, um tonel com óleo onde ficavam queimando durante todos os shows. Uma espécie de fogueira na parte superior de cada estrutura.
E no final do primeiro dia, o dia da estreia do Planeta Atlântida, já bem no final do evento, na madrugada, mas com um pequeno público ainda presente, uma dessas torres veio abaixo e aquele tonel de óleo e fogo acabou atingindo parte do público. Várias pessoas foram socorridas com queimaduras pelo corpo pelos organizadores a hospitais da região No outro dia de shows, no sábado, a notícia se espalhou pela praia mas nada foi divulgado nos jornais e nas rádios na época. O Grupo RBS conseguiu abafar as notícias da tragédia para que o evento não morresse na sua primeira edição, Naquela época a internet estava gatinhando e assim notícias eram mais difíceis de chegar ao público. A coisa ainda estava limitada somente a jornais, rádios e televisão. Como o Grupo RBS controlava as maiores audiências, foi fácil abafar tudo. Eu já tinha me retirado do evento quando aconteceu. Eu não vi . Fiquei sabendo depois. Aliás, no outro dia, toda a praia ficou sabendo.
Na semana seguinte, recebi na minha empresa, um jovem estudante de jornalismo o qual precisava fazer um trabalho de sinalização. Não lembro o nome dele. Ele tinha um jornal de bairro e esteve no Planeta Atlântida para fazer uma matéria e presenciou acabou registrando a tragédia, inclusive com fotos da estrutura caindo no chão e queimando várias pessoas. Me contou, ele, que a RBS o procurou para que não fosse divulgada essa notícia e ofereceu um dinheiro pelas fotos e pela não divulgação desse fato.
Hoje, antes de escrever no meu blog, procurei esse fato ocorrido mas não encontrei nada à respeito. Só sei que várias recordações desses 30 anos de Planeta Atlântida tem saído na mídia. Não acompanhei nenhum e não sei dizer se essa tragédia figurou em algum programa ou matéria com algum entrevistado.
Muito me diverti nas primeiras 6 edições do Planeta Atlântida e esse fato nunca chegou a tirar o brilho e sucesso dessas 29 edições. A 30 ainda está por vir.
Mas, aconteceu e é verdade. As fotos e a matéria no jornal do menino eu vi.
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